quarta-feira, 20 de abril de 2011

Débora uma mulher corajosa



Juízes 4.4-10; 12-16

Estudo Débora e Baraque

“Débora” (em hebraico, “Devorá”) significa “abelha”


Israel vivia um período difícil quando Débora aparece no cenário da história sagrada. Depois da morte de Eude, o segundo juiz de Israel, que os havia libertado do domínio de Eglom, rei de Moabe, o povo voltou a pecar e a transgredir a lei do Senhor, prova de que os 80 anos de sossego dados pelo Senhor (Jz.3:30), não foram suficientes para que o povo instituísse a necessária educação doutrinária nos lares, mantendo uma vida negligente de adoração a Deus. 
Débora não só não se deixou misturar com o pecado dos povos que vivem no meio do povo de Israel, como também buscou de forma bem intensa ao Senhor, a ponto de ser uma “mulher profetisa”. Deus tinha uma comunhão toda especial com a Sua serva, fazendo-lhe Seu porta-voz, pois, em sendo Débora profetisa, não havia segredos entre ela e Deus (Am.3:7).

Débora distinguiu-se no meio daquele povo pecador. Por ter decidido servir a Deus, apesar de todas as circunstâncias adversas, mostrou ser uma pessoa diferente e, pouco a pouco, o povo pôde perceber que ali estava uma mulher de Deus, uma mulher onde habitava o Espírito Santo (numa época, aliás, em que o Espírito estava sob medida, atuava limitadamente, não como hoje, em que foi derramado).

Não foi fácil obter este reconhecimento por parte do povo de Israel. Além de se estar diante de um povo rebelde e pecador e que, portanto, não tinha discernimento espiritual, Débora era uma mulher e, como tal, alvo de todo o desprezo que a cultura hebraica devotava às mulheres, ainda que, reconheçamos, eram os israelitas o povo que melhor tratava a mulher na Antigüidade.

- Tanto assim é que Débora, embora fosse juíza em Israel, chamou a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes de Naftali, para que comandasse o povo de Israel na guerra contra Jabim. Por que Deus mandou que Débora chamasse Baraque, se era ela a profetisa e a juíza em Israel? Porque o comando militar não era adequado nem apropriado para uma mulher como Débora, já de certa idade e cuja condição de mulher não lhe permitia dirigir uma guerra

Baraque estava disposto a fazê-lo, mas disse que se Débora não fosse com ela, não iria (Jz.4:8). Aqui vemos um outro motivo pelo qual Débora estava a julgar a Israel naquele tempo. Não havia homem algum disposto a assumir, sozinho, o comando para libertar Israel. Baraque fora escolhido por Deus como comandante porque era o indivíduo mais corajoso, o mais valoroso de todos os homens de Israel. Se ele não se mostrava a disposto a ir sozinho, sem a companhia de Débora, temos que nenhum homem, naquele tempo, tinha tal disposição. Todos os homens eram “frouxos” e, como nos ensina Salomão, “se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena” (Pv.24:10).

A ascensão de Débora à posição de juíza em Israel está relacionada com a “frouxidão”, a “fraqueza”, a “vacilação” dos homens de seu tempo. O homem mais valoroso, que era Baraque, era “fraco”, estava “vacilante”, não demonstrava “firmeza”, mesmo tendo sido convocado pela profetisa, por alguém que tinha plena comunhão com Deus. Como não havia homens dispostos a ser firmes na Sua presença, Deus levantou u’a mulher para este papel.

- Débora fora levantada como “mãe em Israel” porque não havia homem algum disposto a ser corajoso, porque faltavam homens firmes e Deus não Se prende ao homem e às suas limitações para cumprir os Seus compromissos. Deus tinha um pacto com Israel e, por isso, mister se fazia levantar um libertador para o povo. Como não havia homem disposto, Deus levantou uma mulher.


Sísera foi atraído ao rio Quisom que corre para o sul do Monte Tabor. Suas águas estavam aparentemente transbordando devido a uma grande chuva (Juízes 5.20-21). Isso pode ter turvado o campo de batalha, pois as carruagens atolariam e tornar-se-iam alvos fáceis. A genialidade de os israelitas atrair o inimigo para uma área na qual eles estariam muito autoconfiantes, levando-o a ser surpreendido pela condição do terreno, proveu a vantagem necessária para que vencessem (isso sem mencionar que Deus também estava do lado deles!).
Mas, como havia sido dito por Débora, apesar da vitória cabal conseguida pelo exército de Baraque, Sísera conseguiu fugir e acabou sendo morto por Jael, mulher de Heber, que era queneu, ou seja, descendente do sogro de Moisés, Jetro, povo que veio morar juntamente com os israelitas desde aquele tempo. A honra pela vitória militar, portanto, ficou com uma mulher

Débora, em seguida, no seu cântico, abençoa Jael e as mulheres, pela disposição demonstrada na batalha, pela forma como habilmente “rachou a cabeça” do inimigo, não dando a mínima chance, a mínima brecha para que ele pudesse subsistir. A bênção foi estendida também a todos os que amam o Senhor (Jz.5:31). Quem ama a Deus? Aquele que faz o que Ele manda (Jo.15:14). Somos alcançados por esta bênção divina feita pela boca de Débora?

- Neste cântico, Débora mostra que era uma mulher de Deus, que o Espírito Santo nela repousava, que se tratava de uma pessoa despertada para as coisas de Deus (Jz.5:12), que não temia falar a verdade e que nem a vitória impedia de considerar as falhas e os acertos de cada um. Era uma mulher com amplo discernimento espiritual e responsabilidade e que sabia bem delinear as responsabilidades de cada um. Por isso, tinha condições de julgar Israel, pois agia com imparcialidade, retidão e justiça.

 

Fonte: http://www.ebdweb.com.br/

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